Para quem AMA moda: Supra sumo do Rio Moda Rio

Órfã de uma semana de moda há dois anos, o Rio de Janeiro ganhou o seu Rio Moda Rio, que chega para preencher essa lacuna no Píer Mauá. Marcas já extintas e ex modelos consagradas – Xuxa e Silvia Pfeifer, por exemplo – voltaram às passarelas no dia da abertura em uma homenagem a Betty. O Rio Moda Rio tem a sua frente os mesmos criadores do Rock’n Rio, ou seja, se seguir o mesmo sucesso do festival de música, a semana de moda carioca promete voltar ao line up mundial.

A play list emocionou, criticou e, principalmente, foi peça-chave como em toda semana de moda. Rolou Prince, David Bowie e Caetano. Teve também Baile de Favela e Tombei, teve crítica à política com Ciranda do Incentivo, beatbox e música oriental. Teve um pouco de tudo e de tudo um pouco.

Patrícia Vieira – Inspirou-se nas mulheres latinas, misturou sensualidade nas transparências com o couro que aparece em quase todas as peças (o que, na nossa opinião seria lindo de viver e vestir no verão europeu não no Rio 40º). As flores aparecem em muitas das peças, afinal, as andorinhas é quem anunciam o verão, mas as flores é que ditam a estação.

Martu – Movimente-se! Essa é a proposta apresentada nos vestidos de festa da grife. Quebrando alguns paradigmas, a marca traz bolças a tira colo, jaquetas rock’n’roll, franjas e brilhos excessivamente lindos. Transparências, coletes e plumas trazem leveza a algumas peças.

Lino Villaventura – O Rio nunca foi tão sensual e dramático quanto neste desfile do Lino, com vestidos descontruídos, fendas, decotes profundos e transparências. O que mais se ouvia além de críticas positivas sobre o desfile foi o fôlego do estilista para fazer o Minas Trend, São Paulo Fashion Week e o Rio Moda Rio sem repetir uma só peça na passarela dos três eventos! Ufa…

Guto Carvalhoneto – Chegou com os dois pés na porta o estreante no line-up do Rio Moda Rio. O baiano Guto Carvalhoneto comemora seus cinco anos de grife com uma volta às suas origens. No único desfile, 100% conceitual, o estilista colocou em cena uma performance nomeada “Primeiro Grito”, que incluiu vídeo e caracterização na passarela – uma “esquizofrenia criativa”, como define o próprio.

Maria Filó – A grife atendeu as solicitações e fez um desfile bastante comercial, como já estava sendo apresentado nas semanas de moda mundo afora. É mais ou menos um “veja agora e compre agora”. O que nos chama a atenção é algo que nós conhecemos muitooooooo bem aqui na Dal Costa: hand made foi o ponto-chave da coleção, aparecendo em vestidos e calças. Na paleta de cores, o azul, laranja, branco e vinho, que aparecem em listras, estampas florais, poás ou peças lisas.

Mara Mac – Deu branco. Assim começam a serem apresentadas as peças da grife, que transformou a passarela no Píer Mauá em teatro, surpreendendo os espectadores. Com a proposta de fazer pensar o ser humano e a nossa existência na Terra, dezenas de modelos desfilaram peças fluidas com espiração no mar.

Isabela Capeto – Máquina do tempo: essa parece ter sido a proposta da estilista. Mangas bufantes, paches, calça boca de sino e babados, estavam todos lá. Marcações que, volta e meia, aparecem nas vitrines. O que não nos sai da cabeça é o quanto a extinta Neon pareceu presente neste desfile, a disposição das peças suspensas e as marcações na altura do busto nos fazem lembrar da marca. Como a proposta foi revisitar algumas épocas, talvez rolou aí uma homenagem!

Andrea Marques – “É uma homenagem ao Rio de Janeiro poético, à elegância carioca, descomplicada e leve”, disse Andrea Marques sobre sua coleção. Com trilha sonora composta com ruídos de ondas indo e vindo, os elementos da cidade estavam todos lá. As estampas geométricas remetem às montanhas e a leveza dos tecidos condiz com a alta temperatura.

Osklen – Por do sol na Baía de Guanabara e Museu do Amanhã: esse foi o cenário escolhido por Oskar Metsavaht. Com o conceito pós-praia, a locação não poderia ter sido melhor. Peças em neoprene foram o destaque da coleção que trouxe, ainda, conjunto e o tão falado fluir dos gêneros em combinações perfeitas feitas com lenços.

Blue Man – Com o intuito de homenagear o Rio e o estilo de vida dos cariocas, a grife trouxe apostas bastante conhecidas por nós: biquínis e maiôs lycra jeans, alguns com bolsos, botões e zíper. Disso a gente entende, né?! Peças lisas ganham texturas, o que também já foi bastante visto. Ficamos então atentos às assessórios.

Lenny – A mistura do Brasil com o Egito, nós já vimos nos anos 90 nas letras de um grupo de axé que cantava e dançava esse mistura. Agora a estilista nos apresentou a mistura de Brasil e Japão. Em principio, podemos dizer que a gente gosta, e muito. Ali estavam bodies com amarrações de faixa de quimono, quimonos como saídas de praia, estampas de carpas, vegetação e tigres. Se depender da estilista Lenny Niemayer, essa mistura vem pra invadir nossa praia.

The Paradise – Is her! As mil e uma noite apresentadas pela novata grife carioca fechou o evento com chave de ouro. A marca foi aplaudida de pé por quem estava in loco prestigiando o evento. O que ficou claro é que qualquer um pode ter/usar uma peça da marca, que vai da alfaiataria à moda praia. Até ai, tudo bem. O mais interessante é que o estilista é tão entusiasta que mesclou a sunga e a pochete. Será que essa figurinha repetida vai completar álbum?

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